Núcleo Espírita Bittencourt Sampaio

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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Atendimento Fraterno

"Vinde a mim, todos os que andais em sofrimento e vos achais carregados, e
eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou
manso e humilde de coração e achareis descanso para vossas almas.
Porque meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
Mateus, X 28-30


Jesus foi o exemplo superior do atendente fraterno
“O Atendendimento Fraterno é uma psicoterapia que modifica a estrutura do problema no individuo que se acerca da Casa Espírita com ideias que não correspondem à realidade.”“O Atendimento Fraterno não é um confessionário. Como o próprio nome diz, é um encontro, no qual se atende fraternalmente àquele que tem qualquer tipo de carência”.


Características do Atendimento Fraterno:
O Atendimento Fraterno é porta de serviço edificante aberta a todas as criaturas que perderam o rumo ou se perderam em si mesmas. Ouve sem cansaço, todos os problemas, com capacidade de entendimento e tolerância.
Não se afadiga; nunca se exaspera; permite que cada qual viva conforme sua capacidade intelecto-moral; no entanto, se propõe a ajudá-lo a ascender.
Não anui com aquele que erra; todavia combate o erro; não se levanta contra o criminoso; antes, o ampara, invectivando contra o crime.
O atendimento fraterno é campo de trabalho solidário entre quem pede e aquele que doa. Graças a ele irmanam-se os indivíduos, compartem suas dores e repartem suas alegrias.
É da Lei que, aquele que mais possui deve multiplicar os bens, repartindo-os com aqueloutros que sofrem carência.
O atendimento fraterno objetiva acender luz na treva, oferecer roteiro no labirinto, proporcionar esperança no desencanto.
Felizes aqueles que se encontram a serviço da fraternidade, atendendo aos seus irmãos em sofrimento e contribuindo com segurança para sua elevação.
Jesus foi o exemplo superior do atendente fraterno, por excelência.
Não carregou o fardo das pessoas, porém ensinou-as, com seu sacrifício, a conduzirem os próprios grilhões a que se prendem voluntariamente, para que os arrebentem no calvário da imolação.
Abre-te, desse modo, ao atendimento fraternal, doando as tuas horas excedentes aos sofredores do caminho e auxiliando-os a entender o significado da vida e das existências corporais.
Não te escuses jamais, recordando-te d’Aquele que jamais se negou a ajudar fraternalmente.
Joanna de Ângelis
A nobre mentora na mensagem acima, apresenta  alguns itens indispensáveis para um bom atendimento fraterno:

 Ouvir com compreensão, tolerância e sem cansaço.


  •  Ajudar, sem impor, respeitando o livre-arbitrio da pessoa, não interferindo nas suas escolhas.



    •  Não concordar com o erro, mas ser solidário com a pessoa que errou, ajudando-a na recuperação.



    •  Libertar a pessoa através do esclarecimento dando-lhe orientação segura, a fim de que ela possa resolver as suas dificuldades, e não ficar apegada ao Atendimento como uma bengala psicológica.
    Três ítens, segundo Joanna de Ângelis, são importantes para o bem atendimento:
    - Amizade, quando temos um problema procuramos alguém que compreenda e nos auxilie oferença sua amizade fraternal;
    - Compaixão, devemos olhar a pessoa que nos procura com compaixão e não com piedade de ter dó, devemos nos colocar no seu lugar. Devemos falar com real fraternidade, mostrando o nosso desejo de ajudar. Ter paciência, mesmo quando a pessoa se repete. Ter bondade para deixar a pessoa se libertar de seus conflitos. Se a pessoa se repetir por muitas vezes, também temos que falar com bondade que ela já disse aquilo e partir para outras questões;
    - Esclarecimento, falar com palavras simples sobre as causas e efeitos de sues atos e encarnações passadas. Não colocar muitas palavras, porque o assistido talvez não absorva muito.







    Sintetizando o perfil de um bom Atendente fraterno, o livro “Atendimento Fraterno” propõe:

    a) Boa Moral: O requisito moral é indispensável. Se o atendente não tiver um comportamento saudável, será difícil sintonizar com os bons espíritos. Ao menos ele tem que estar sinceramente engajado na melhora como pessoa. Nesse sentido vale a pena lembrar de uma das características de “O Homem de Bem”, apresentada por Allan Kardec:
    “Estuda suas próprias imperfeições, e trabalha sem cessar para combate-las. Emprega todos os esforços para poder dizer que no dia seguinte, há nele algo de melhor do que no dia anterior.”


    Dentro desse item – Boa Moral -, estão incluídos:
    • A Prece – É necessário o habito constante da oração.
    • O interesse fraternal pelas pessoas (gostar de gente).
    • Equilíbrio Emocional: Ponderação, paciência, segurança.
    • Saber ajudar-se. A pessoa já deve ter um amadurecimento de vida, saber dos seus planos. Deve ter uma vida mais ou menos delineada.
    b) O Conhecimento da Doutrina Espírita: Não se pode fazer um bom atendimento fraterno na Casa Espírita, sem conhecer o Espiritismo. Seria o mesmo que falar de uma coisa que não se conhece.


    c) Bom Tato Psicológico: Esse item é valioso. É adquirido com a vivencia e estudo simultaneamente. A característica primacial de alguém que tem um bom tato psicológico é a capacidade de saber ouvir.
     Divaldo P. Franco esclarece:
    “A capacidade de saber ouvir é valiosa, porque o cliente, normalmente, quer falar. Na maioria das vezes, não deseja ouvir respostas, quer “desabafar”, como muitos o afirmam, porque, na falta de uma resposta para o problema, ele necessita de alguém que o ouça. Então, o atendente deve possuir esse tato psicológico para dar oportunidade ao visitante de liberar-se do conflito. Evitar, quanto possível, que ele fale de questões intimas, de que se arrependerá depois, quando passar o problema.”


    QUANTO AO ATENDIMENTO FRATERNO ATRAVÉS DO DIÁLOGO, O TRABALHADOR DEVE:
    a) Estar plenamente esclarecido e preparado para a tarefa;

    1. ser portador de razoável conhecimento doutrinário e de conduta moral-evangéli­ca segura;
    2. não esquecer, jamais, que o aspecto principal de sua tarefa é o de ouvir e orientar, carinhosamente, as pessoas que procuram o Centro Espírita em busca de lenitivos para as suas dores e necessidades;
    3. estar ciente de que a afabilidade e a brandura deverão ser os veículos de seus relacionamentos, uma vez que o entrevistado carece de calor espiritual para seu amparo e segurança;
    4. saber que a simplicidade deve ser uma de suas características, visto que favorecerá o fácil entrosamento com o assistido;
    5. ser dever moral-evangélico não julgar, tampouco comentar sobre as pessoas que lhe buscam a palavra amiga, principal­mente em função do papel que desempenha;
    6. ser pontual, estando presente ao local de trabalho alguns minutos antes, a fim de obter, através do preparo da prece e da meditação, o necessário apoio do Plano Espiritual.
    7. vestir-se com sobriedade evitando os trajes inadequados à tarefa e a boa ambiência do Centro Espírita.

    b) Com relação ao local do diálogo:
    1. Sugere-se que o diálogo se estabeleça em local distante das demais pessoas, visto que é necessário preservar na intimidade as aflições e problemas do entrevistado, assim como evitar constrangimentos que possam bloquear a conversação;
    2. esse diálogo pode ser efetivado em recanto do próprio salão dos trabalhos, antes do início das reuniões, dispensando-se instalações especiais.

    c) Com relação ao diálogo propriamente dito:
    1. Ao orientador cabe, primeiramente, ouvir o assistido, buscando conduzir o diálogo para aspectos que julgar importantes, com a única finalidade de melhor orientá-lo em suas dificuldades e anseios;
    2. Fundamentar as respostas na Dou­trina, quando buscar esclarecer sobre difi­culdades da vida, razões e justificativas de graves problemas etc., assim como no Evangelho, quando desejar oferecer consolo, apoio e orientação, em bases fraternas e cristãs;
    3. Sugere-se recordar que o amor, o perdão, a sinceridade e a solidariedade são as bases para o equilíbrio, ao contrário da inveja, do ódio, do egoísmo e do desânimo, que são as portas do desequilíbrio;
    4. Deve o orientador frisar que, apesar de sua melhora depender de vários fatores, o mais importante deles é o esforço próprio;
    5. Sugerir a freqüência às Reuniões de Assistência Espiritual, nas quais o assistido poderá receber esclarecimentos maiores, além da própria assistência espiritual, e orientá-lo quanto ao programa disciplinar existente no ambiente de trabalho de que irá participar.
    Envie seu nome para prece no formulário/contato .




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