Venho falar-te do drama de urgência, que toma
conta do coração e da mente da mulher, que se vê induzida por hábil propaganda
a negar-se à maternidade...
Sejam quais forem os argumentos, como se te
apresentem as justificativas para o crime de interrupção da vida fetal, que
alguns homens pretendem legalizar, não te deixes seduzir.
A mulher nasceu para ser, por excelência, mãe
da própria ou da carne alheia.
A exceção do aborto terapêutico que objetiva
salvar a vida da gestante, facultando-lhe permanecer no ministério do corpo,
todos os outros tipos de aborto decorrem de arrazoados ególatras e sofistas,
que não merecem respeito.
Não te envergonhes nunca de permitir que a vida
se te manifeste pelo teu corpo, na condição de co-criadora que és ao lado de
Deus.
Ser mãe é desdobrar a alma em santificantes
lições de Amor, doando-se e fruindo o licor inefável da felicidade.
...E um dia, quando a neve dos anos adornar-te
a cabeça cansada e aureolar-te o corpo exaurido, duas mãos de apoio como asas
angelicais, surgirão, inesperadas, para apoiar-te, enquanto formosa voz entoará
um hino de gratidão ao teu amor, mesmo te que sintas, aparentemente,
abandonada.
Este hino, em musicalidade sublime, assim te
dirá:
- Mamãe, aqui estou: sou eu, teu filho!
Pelo Espírito Amélia Rodrigues
FRANCO, Divaldo Pereira. Terapêutica
de Emergência. Espíritos Diversos. LEAL.
Que contribuição a casa espírita pode oferecer para pessoas especiais e suas famílias, considerando-se que ainda não há uma estrutura para tais casos?
A casa espírita pode oferecer consolo para os que ainda estão revoltados e não aceitam seus filhos como são. Podem esclarecer e libertar as almas dos conflitos que carregam pela culpa que o desconhecimento alimenta. Muito frequentemente, as mães sentem-se culpadas, são abandonadas porque tiveram um filho especial. A casa espírita pode apoiá-las, mostrando os mecanismos pedagógicos que a Providência Divina permite para que nós vençamos a nós mesmos. Além disso, as casas espíritas precisam receber as pessoas especiais com cidadania e respeito, adequando os espaços físicos para todos: rampas, portas largas, banheiros adaptados, livros espíritas em Braille, audiolivros, intérpretes da Língua Brasileira de Sinais durante as palestras para que pessoas surdas passem a frequentar nossas reuniões, tecnologia assistiva para os que não falam pelo aparelho fonador, avanço de aprendizagem para as crianças e adolescentes precoces e oportunidade de trabalho no bem para todos. Qualquer um pode fazer o bem na casa espírita e a casa espírita é lugar para se fazer o bem sem exceção. Cada pequeno avanço que a criança ou o jovem especial faça é muito para o seu progresso espiritual. A nossa responsabilidade é a de participar ativamente deste processo. Fonte:consolador.com.br
Crianças Doentes
Acalentas
nos braços o filhinho robusto que o lar te trouxe e, com razão, te orgulhas
dessa pérola viva. Os dedos lembram flores desabrochando, os olhos trazem
fulgurações dos astros, os cabelos recordam estrias de luz e a boca
assemelha-se a concha nacarada em que os teus beijos de ternura desfalecem de
amor.Guarda-o, de encontro ao peito, por tesouro celeste, mas estende
compassivas mãos aos pequeninos enfermos que chegam a Terra, como lírios
contundidos pelo granizo do sofrimento. Para muitos deles, o dia claro ainda
vem muito longe... São aves cegas que não conhecem o próprio ninho, pássaros
mutilados, esmolando socorro em recantos sombrios da floresta do mundo... Às
vezes, parecem anjos pregados na cruz de um corpo paralítico ou mostram no
olhar a profunda tristeza da mente anuviada de densas trevas. Há quem diga que
devem ser exterminados para que os homens não se inquietem; contudo, Deus, que
é a Bondade Perfeita, no-los confia hoje, para que a vida, amanhã, se levante
mais bela. Diante, pois, do teu filhinho aquinhoado de reconforto, pensa
neles!... São nossos outros filhos do coração, que volvem das existências
passadas, mendigando entendimento e carinho, a fim de que se desfaçam dos
débitos contraídos consigo mesmos... Entretanto, não lhes aguardes rogativas de
compaixão, de vez que, por agora, sabem tão-somente padecer e chorar.
Enternece-te e auxilia-os, quanto possas!... E, cada vez que lhes ofertes a
hora de assistência ou a migalha de serviço, o leito agasalhante ou a lata de
leite, a peça de roupa ou a carícia do talco, perceberás que o júbilo do Bem
Eterno te envolve a alma no perfume da gratidão e na melodia da bênção.
Livro dos Espíritos VI – Desgosto Pela Vida – Suicídio
943. De onde vem o desgosto pela vida que se apodera de alguns indivíduos sem motivos plausíveis?
— Efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente da saciedade. Para aqueles que exercem as suas faculdades com um fim útil e segundo as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente; suportam as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação quanto mais agem tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que os espera.
944. O homem tem o direito de dispor da sua própria vida?
— Não; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa
lei.
944 – a) O suicídio não é sempre voluntário?
— O louco que se mata não sabe o que faz.
945. O que pensar do suicídio que tem por causa o desgosto da vida?
— Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada!
O
CONSOLADOR
pelo Espírito Emmanuel
QUESTÃO
154 - Quais as primeiras impressões dos que desencarnam por suicídio?
— A primeira decepção que os aguarda é a realidade
da vida que não se extingue com as transições da morte
do corpo físico, vida essa agravada por tormentos pavorosos, em virtude
de sua decisão tocada de suprema rebeldia.
Suicidas há que continuam experimentando os padecimentos físicos
da última hora terrestre, em seu corpo somático, indefinidamente.
Anos a fio, sentem eis impressões do tóxico que lhes aniquilou
as energias, a perfuração do cérebro pelo corpo estranho
partido da arma usada no gesto supremo, o peso das rodas pesadas sob as quais
se atiraram na ânsia de desertar da vida, a passagem das águas
silenciosas e tristes sobre os seus despojos, onde procuraram o olvido criminoso
de suas tarefas no mundo e, comumente, a pior emoção do suicida
é a de acompanhar, minuto a minuto, o processo da decomposição
do corpo abandonado no seio da terra, verminado e apodrecido.
De todos os desvios da vida humana o suicídio é, talvez, o maior
deles pela sua característica de falso heroísmo, da negação
absoluta da lei do amor e da suprema rebeldia à vontade de Deus, cuja
justiça nunca se fez sentir, junto aos homens, sem a luz da misericórdia.
Emmanuel. O Consolador, 11a Edição Rio de Janeiro, FEB, 1985,
pela psicografia de Francisco Cândido Xavier.
O Suicídio e a Loucura
A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio. Com efeito, é certo que a maioria dos casos de loucura se deve à comoção produzida pelas vicissitudes que o homem não tem a coragem de suportar. Ora, se encarando as coisas deste mundo da maneira por que o Espiritismo faz que ele as considere, o homem recebe com indiferença, mesmo com alegria, os reveses e as decepções que o houveram desesperado noutras circunstâncias, evidente se torna que essa força, que o coloca acima dos acontecimentos, lhe preserva de abalos a razão, os quais, se não fora isso, a conturbariam.
O mesmo ocorre com o suicídio. Postos de lado os que se dão em estado de embriaguez e de loucura, aos quais se pode chamar de inconscientes, é incontestável que tem ele sempre por causa um descontentamento, quaisquer que sejam os motivos particulares que se lhe apontem. Ora, aquele que está certo de que só é desventurado por um dia e que melhores serão os dias que hão de vir, enche-se facilmente de paciência. Só se desespera quando nenhum termo divisa para os seus sofrimentos. E que é a vida humana, com relação à eternidade, senão bem menos que um dia? Mas, para o que não crê na eternidade e julga que com a vida tudo se acaba, se os infortúnios e as aflições o acabrunham, unicamente na morte vê uma solução para as suas amarguras. Nada esperando, acha muito natural, muito lógico mesmo, abreviar pelo suicídio as suas misérias.
A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as idéias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio; ocasionam a covardia moral. Quando homens de ciência, apoiados na autoridade do seu saber, se esforçam por provar aos que os ouvem ou lêem que estes nada têm a esperar depois da morte, não estão de fato levando-os a deduzir que, se são desgraçados, coisa melhor não lhes resta senão se matarem? Que lhes poderiam dizer para desviá-los dessa conseqüência? Que compensação lhes podem oferecer? Que esperança lhes podem dar? Nenhuma, a não ser o nada. Daí se deve concluir que, se o nada é o único remédio heróico, a única perspectiva, mais vale buscá-lo imediatamente e não mais tarde, para sofrer por menos tempo.
A propagação das doutrinas materialistas é, pois, o veneno que inocula a idéia do suicídio na maioria dos que se suicidam, e os que se constituem apóstolos de semelhantes doutrinas assumem tremenda responsabilidade. Com o Espiritismo, tornada impossível a dúvida, muda o aspecto da vida. O crente sabe que a existência se prolonga indefinidamente para lá do túmulo, mas em condições muito diversas; donde a paciência e a resignação que o afastam muito naturalmente de pensar no suicídio; donde, em suma, a coragem moral.
O Espiritismo ainda produz, sob esse aspecto, outro resultado igualmente positivo e talvez mais decisivo. Apresenta-nos os próprios suicidas a informar-nos da situação desgraçada em que se encontram e a provar que ninguém viola impunemente a lei de Deus, que proíbe ao homem encurtar a sua vida. Entre os suicidas, alguns há cujos sofrimentos, nem por serem temporários e não eternos, não são menos terríveis e de natureza a fazer refletir os que porventura pensam em daqui sair, antes que Deus o haja ordenado. O espírita tem, assim, vários motivos a contrapor à idéia do suicídio: a certeza de uma vida futura, em que, sabe-o ele, será tanto mais ditoso, quanto mais inditoso e resignado haja sido na Terra: a certeza de que, abreviando seus dias, chega, precisamente, a resultado oposto ao que esperava; que se liberta de um mal, para incorrer num mal pior, mais longo e mais terrível; que se engana, imaginando que, com o matar-se, vai mais depressa para o céu; que o suicídio é um obstáculo a que no outro mundo ele se reúna aos que foram objeto de suas afeições e aos quais esperava encontrar; donde a conseqüência de que o suicídio, só lhe trazendo decepções, é contrário aos seus próprios interesses. Por isso mesmo, considerável já é o número dos que têm sido, pelo Espiritismo, obstados de suicidar-se, podendo daí concluir-se que, quando todos os homens forem espíritas, deixará de haver suicídios conscientes. Comparando-se, então, os resultados que as doutrinas materialistas produzem com os que decorrem da Doutrina Espírita, somente do ponto de vista do suicídio, forçoso será reconhecer que, enquanto a lógica das primeiras a ele conduz, a da outra o evita, fato que a experiência confirma.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 5. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br.
:
Antes de tecermos maiores considerações, é importante lembrar que toda
reação será proporcional à intenção da agressão e também à evolução do
espírito agredido. Vejamos o que o Livro dos Espíritos coloca sobre a consequência do aborto para o encarnante na pergunta 357: "Para o
espírito uma existência nula a recomeçar". Para os espíritos mais
evoluídos que, muitas vezes, encarnariam para restabelecer a paz
doméstica, a recusa de sua encarnação não será motivo de ódio ou
ressentimento, provavelmente, continuará vibrando por aquele lar na
espiritualidade, aguardando nova oportunidade de auxílio. Por outro
lado, aqueles ainda pouco evoluídos terão reação agressiva. Permanecerão
ligados ao chakra genésico materno, causando alterações como as
mencionadas na obra “No mundo maior” – cap. X, onde André Luiz relata o
episódio em que a revolta do encarnante foi tanta que, passou a alterar
magneticamente o útero materno, causando profusa hemorragia, seguida de
distúrbio cardíaco e, finalmente ao desencarne materno. A ligação ao
chakra genésico materno, poderá ser contínua, gerando alterações
ginecológicas futuras, inclusive infertilidade. Por outro lado a ligação
pode ser feita com o chakra esplênico, sugando as energias vitais
maternas, num verdadeiro vampirismo.
CONSEQUÊNCIAS PARA O ABORTEIRO:
Muitas vezes a ignorância de princípios básicos de religiosidade, são
atenuantes à culpa do profissional (médico ou não) que executa o aborto.
Este fato, no entanto não os exime da culpa da realização do aborto e
das suas consequências. No livro “Nosso Lar” André Luiz conta em seu
capítulo 31, sobre as distonias energéticas visualizadas sobre o corpo
espiritual de uma mulher que se dedicava ao aborto e ao infanticídio.
São relatadas formas “viscosas e aderentes, deformadas e animalizadas”
vinculadas aos médicos e quiropráticas. Na presente encarnação, tais
profissionais, já podem perceber consequências físicas e afetivas, por
interferência direta dos obsessores. Nas encarnações seguintes, todos os
chacras poderão estar desequilibrados e, portanto, todo sofrimento
ligado ao desequilíbrio genésico e coronário como também esplênico e
cardíaco.
CONSEQUÊNCIAS PARA O ABORTADO
CONSEQUÊNCIAS ESPIRITUAIS PARA A GESTANTE:
Primeiro devemos lembrar que o espírito enviado para reencarnar era um
ser que havia sido preparado para reconciliação e portanto já se
encontrava sob esquecimento do passado. Feito o aborto, voltam as
lembranças e as suas vibrações atingirão a esfera psíquica materna
agravando a sua situação psicopatológica.
Outro aspecto a ser considerado é a infração às Leis Naturais:
Livro dos Espíritos 358: “Há sempre crime no momento em que se
transgride a lei de Deus”. Desta forma há evidente consequência
espiritual do abortamento. Ao desencarnar, a mulher terá, conforme o
grau de responsabilidade, alterações energéticas no perispírito que só
poderão ser eliminadas na próxima encarnação através de expiação ou
prova (sofrimento físico e moral), e reparação (fazer o bem àquele que
foi prejudicado). A expiação não é punição e sim uma consequência do
desequilíbrio energético patente no perispírito. No livro “Evolução em
dois mundos” André Luiz explica que tais desequilíbrios influirão no
sistema reprodutor feminino causando inúmeras alterações que predisporão
a mulher ao abortamento ou ao trabalho de parto complicado. Não só o
chakra genésico se desequilibra com o abortamento; também são conhecidas
disfunções a nível do chakra cardíaco e coronário para aquelas mulheres
que se desequilibraram respectivamente na esfera afetiva e psicológica.
A expiação e a prova, não são, entretanto, a única forma de resgate do
ato praticado. Lembrando a 1a epístola de Pedro (4:8): "...Porque a
caridade cobrirá uma multidão de pecados ". O remorso e a culpa são
posturas estáticas decorrentes do erro, devemos transformar esta
experiência em algo produtivo e a opção pelo amor e caridade são a
melhor forma de crescer em créditos espirituais.
CONSEQUÊNCIAS PARA O PAI:
Muitas vezes o pai é o mentor intelectual do crime. Seu desequilíbrio
imediato seria no chakra coronário predispondo à obsessão e
posteriormente às alterações do chakra genésico, na próxima encarnação, o
predisporá às conhecidas patologias que levam à infertilidade
masculina.
Alerta:
Resumo explicativo das consequências do aborto no plano espiritual,
além do cuidado que se deve ter para não praticá-lo sem mesmo saber:
1) A partir da fecundação o espírito se liga a matéria. Ou seja, com a
fecundação já existe vida. Obs: Todos nós somos espíritos. Os espíritos
podem estar ligados ao corpo físico (nós) ou sem copo físico, apenas
sendo energia fluídica (espíritos). Entende-se por corpo qualquer
material físico, como um óvulo.
2) O aborto é a retirada da vida, portanto quem pratica (a mãe) e
quem faz (o médico) e que consente (família) estarão todos praticando
uma ação negativa e se comprometendo na lei da ação e reação.
3) Cuidado com medicamentos contraceptivos que removem o óvulo após a
fecundação – também é aborto. Muitas mulheres já abortaram sem ao mesmo
saber. As consequências espirituais não serão tão graves quanto a quem
pratica consciente do seu ato. Porém podem ter reações parecidas.
Verifiquem como funciona cada método. De inicio já posso afirmar que a
“pílula do dia seguinte” pode causar aborto, pois estará eliminando o
óvulo já fecundado.
4) As consequências de um aborto planejado no plano espiritual é
extremamente grave. Tanto que a mãe praticante do aborto pode até mesmo
vir a ser obsediada pelo espírito que viria como filho – revoltado com a
situação. Além disso muitos casos de depressão são causados por esses
espíritos que foram abortados e agora amargam revolta contra a ex-futura
mãe, exercendo influências negativas e obsediadoras. E mesmo assim a
praticante do aborto e os envolvidos irão pagar por essa ação abortiva,
pois toda ação terá uma reação no plano espiritual.
Portanto a prática do aborto leva a todos os envolvidos a contraírem
dívidas que mais tarde deverão ser pagas, nessa vida ou numa próxima.
Muitas pessoas hoje em dia que não podem ter filhos, foram pessoas
envolvidas com aborto no passado e agora passam por essa reação, dentre
outras
A questão das
drogas deve ser observada com muita atenção por todos os setores da sociedade
nos dias atuais. Uma importante justificativa para isso são os resultados de
estudos feitos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e
Cultura (UNESCO), que foram reunidos em um livro intitulado Drogas na Escola, o
qual foi lançado no dia 11 de novembro de 2002, em Brasília. Para elaborar
esses estudos, a UNESCO entrevistou 50.049 alunos de escolas públicas e
privadas de ensino fundamental e ensino médio em todo o Brasil. A amostra de
alunos foi baseada em probabilidades, de modo que as deduções resultantes da
pesquisa pudessem ser generalizadas para o universo de estudantes das 14
maiores capitais brasileiras, o que equivale a um total de 4.663.301 alunos.
Nestas
entrevistas foi constatado que um grande número de jovens hoje em dia consome
com certo grau de regularidade algum tipo de droga, lícita ou ilícita. Qual será o motivo de tantos adolescentes porem em risco suas vidas
para irem em busca dessas substâncias que, embora inicialmente lhes
proporcionem sensações de prazer, com o passar do tempo acabam se tornando a
causa de tantos sofrimentos para eles?
Muitas razões são
mencionadas: curiosidade, rebeldia, necessidade de auto-afirmação, etc. Todas
estas causas são válidas, mas não são as mais importantes. O Espiritismo nos
fornece explicações simples e claras para compreendermos esta questão.
Recorremos a
Joanna de Ângelis, que no seu livro Adolescência e Vida1, no capitulo “O
Adolescente e o Problema das Drogas” (pág. 122 a 126), destaca como um dos
principais motivos do jovem se viciar a rejeição que este sofre por parte da
família, que não supre as suas necessidades afetivas e muitas vezes o incentiva
a buscar substâncias químicas a fim de superar as dificuldades da vida e
resolver seus conflitos interiores. Afirma Joanna que os pais,
"demonstrando incapacidade para suportar esses problemas sem a ajuda de
químicos ingeridos, abrem espaço na mente da prole, para que, ante
dificuldades, fuja para os recantos da cultura das drogas que permanece em
voga".
Neste mesmo
capítulo, Joanna nos alerta que o destino final desses jovens que fazem uso de
drogas é muito triste, caso não se livrem do vício a tempo. Afirma ela que
"Todas estas drogas tornam-se convites-soluções para os jovens
desequipados de discernimento, que se lhes entregam inermes, tombando quase
irremissivelmente nos seus vapores venenosos e destruidores", o que
significa que a ilusão daquele que usa drogas, procurando obter com elas uma
fuga da realidade, acaba conduzido-o a uma situação muito mais difícil do que a
que vivenciava antes de começar a fazer uso dos tóxicos.
Diante destes
quadros dolorosos, pergunta-se: Como evitar que as drogas nos dominem? Diversas
sugestões já foram dadas para solucionar esse preocupante problema, sugestões
essas que, embora respeitáveis, apresentam diversas falhas. A doutrina
Espírita, novamente através de Joanna de Ângelis, em Adolescência e Vida (Pág.
125-126), nos apresenta a melhor das soluções. Diz ela que: “Em todo esse
conflito e fuga pelas drogas, o amor desempenha papel fundamental, seja no lar,
na escola, no grupo social, no trabalho, em toda parte, para evitar ou corrigir
o seu uso ou o comportamento negativo”. São muitos os
prejuízos que as drogas acarretam às pessoas que as usam. As emanações
perniciosas provenientes dessas substâncias tóxicas, legais e ilegais,
desarmonizam os chakras, que são centros vitais através dos quais o espírito,
utilizando um envoltório fluídico que o reveste e que serve de intermediário
entre ele e o corpo físico, envoltório esse chamado perispírito, distribui pelo
nosso corpo físico as energias necessárias ao seu bom funcionamento. Mais
informações sobre esses centros vitais podem ser encontradas no livro Entre a
Terra e o Céu, do espírito André Luiz2 nas páginas 126 a 128. Os desequilíbrios
desses chakras acabarão se refletindo em nosso organismo como na forma de
distúrbios de natureza variada, pois todo mal físico tem sua origem no espírito
imortal. Joanna de Ângelis em seu livro Autodescobrimento3, confirma essa
informação quando diz, na página 38, que "Na raiz, portanto de qualquer
enfermidade, encontra-se a distonia do espírito"
.
Estes distúrbios
podem, por exemplo, atingir os pulmões daquele que fez uso do cigarro, o fígado
do que abusou das bebidas alcoólicas e o sistema nervoso do usuário de cocaína.
E se o espírito após desencarnar não melhorar seu estado mental e permanecer com
a mente fixada nos tóxicos, as desarmonias em seus centros vitais terão reflexo
no corpo físico que terá de usar em sua próxima encarnação. Esses reflexos se
farão perceber no corpo carnal através de deformidades corporais ou de
moléstias congênitas ou hereditárias. Este fato é mais uma prova de que sempre
estaremos ligados às consequência boas ou ruins de nossos atos passados.
O vício das
drogas também expõe quem as usa ao assédio de entidades espirituais inferiores.
O espírito quando desencarna leva para o mundo espiritual todos os hábitos por
ele cultivados na Terra. Então, se encarnado ele usava tóxicos, ao desencarnar,
não procurando se desprender do vício, ele continuará a sentir dentro de si a
necessidade de consumir esses mesmos tóxicos, mesmo estando sem seu corpo de
carne. Para satisfazer esse seu desejo, ele voltará a Terra em busca de
encarnados que façam uso de drogas e quando encontra algum viciado ele o
submeterá a um processo obsessivo denominado vampirismo, que consiste em o
espírito acoplar-se ao perispírito do encarnado e sugar as energias vitais de
seus chakras.
Esse procedimento
obsessivo em longo prazo resulta na desarmonização e desvitalização de seus
centros vitais, dando origem a enfermidades físicas e mentais graves. E, após
desencarnar, aquele que quando encarnado tinha suas energias sugadas,
conservando-se viciado depois de desencarnar, passará a sorver as energias de
outra pessoa consumidora de drogas, fazendo com que ela siga o mesmo caminho
que ele seguiu, caso essa pessoa não altere o seu comportamento equivocado.
Diante destes
quadros dolorosos, pergunta-se: Como evitar que as drogas nos dominem? Diversas
sugestões já foram dadas para solucionar esse preocupante problema, sugestões
essas que, embora respeitáveis, apresentam diversas falhas. A doutrina
Espírita, novamente através de Joanna de Ângelis, em Adolescência e Vida (Pág.
125-126), nos apresenta a melhor das soluções. Diz ela que: “Em todo esse
conflito e fuga pelas drogas, o amor desempenha papel fundamental, seja no lar,
na escola, no grupo social, no trabalho, em toda parte, para evitar ou corrigir
o seu uso ou o comportamento negativo”.
Não há dúvida de
que, na prevenção e no combate as drogas, a terapia do amor será sempre a mais
eficaz. Na família, essa terapia deve ser exercida pela atenção e carinho que
os pais devem sempre dispensar a seus filhos, atendendo-os nas suas
necessidades emocionais e educando-os dentro dos princípios do evangelho. Os
pais também devem dar aos filhos informações sobre as drogas, informando-os das
implicações que seu consumo traz para quem as usa. Os centros espíritas também
devem contribuir para a resolução desta problemática, desenvolvendo atividades
de evangelização infanto-juvenil em suas dependências, atividades essas que
auxiliarão os pais a informar os filhos sobre os malefícios das drogas e a
implantar em seus jovens corações as virtudes evangélicas, defesas seguras
contra qualquer tipo de mal.
E aquele que está
tentando se livrar do vício das drogas encontrará no Espiritismo valiosos
auxiliares, como os tratamentos pelo passe e pela água fluidificada, que o
ajudarão a harmonizar os seus chakras, eliminando deles as vibrações deletérias
resultantes do uso dos tóxicos. Além disso, através das reuniões de
obsessão'>desobsessão, se houver algum espírito que o esteja estimulando a
consumir drogas, este será esclarecido sobre sua conduta errada e do mal que o
atingirá se não mudar de atitude e concluir por si mesmo que é melhor deixar
sua vítima e buscar sua própria reabilitação.
Lembramos, porém,
que a reforma íntima e a vontade firme de largar esse doloroso vício são os
mais importantes instrumentos para se atingir a vitória nesta difícil batalha,
pois os bons espíritos sempre estarão ao lado de todo aquele que realmente
almeja libertar-se dos tóxicos e evoluir espiritualmente. E garantimos que não
há nenhuma droga no mundo que nos proporcionará a alegria de saber que sempre
estaremos envolvidos pelo infinito amor de Deus, nosso Pai. Ciclo de Palestras na FEP sobre o uso de drogas
"Dentre os gravames infelizes que desorganizam a economia social e moral da Terra atual, as drogas alucinógenas ocupam lugar de destaque, em considerando a facilidade com que dominam as gerações novas, estrangulando as esperanças humanas em relação ao futuro.Paisagem humana triste, sombria e avassaladora, pelos miasmas venenosos que destilam os grupos vencidos pelo uso desregrado dos tóxicos, constitui evidência do engano a que se permitiram os educadores do passado: pais ou mestres, sociólogos ou éticos, filósofos ou religiosos.Cultivado e difundido o hábito dos entorpecentes entre povos estiolados pela miséria econômica e moral, foi adotado pela Civilização Ocidental quando o êxito das conquistas tecnológicas não conseguiu preencher as lacunas havidas nasaspirações humanas – mais ampla e profunda integração nos objetivos nobres davida."Após a Tempestade – Joanna de Ângelis Fonte: CEFAK
Alucinógenos, Toxicomania e Loucura
Autor: Joanna de Ângelis (espírito)
Dentre os gravames
infelizes que desorganizam a economia social e moral da Terra atual, as drogas
alucinógenas ocupam lugar de destaque, em considerando a facilidade com que
dominam as gerações novas, estrangulando as esperanças humanas em relação ao
futuro. Paisagem humana triste, sombria e avassaladora, pelos miasmas venenosos
que distilam os grupos vencidos pelo uso desregrado dos tóxicos, constitui
evidência do engano a que se permitiram os educadores do passado: pais ou
mestres, sociólogos ou éticos, filósofos ou religiosos. Cultivado e difundido o
hábito dos entorpecentes entre povos estiolados pela miséria econômica e moral,
foi adotado pela Civilização Ocidental quando o êxito das conquistas
tecnológicas não conseguiu preencher as lacunas havidas nas aspirações
humanas—mais ampla e profunda integração nos objetivos nobres da vida. Mais
preocupado com o corpo do que com o espírito, o homem moderno deixou-se
engolfar pela comodidade e prazer, deparando, inesperadamente, o vazio interior
que lhe resulta amarga decepção, após as secundárias conquistas externas.
Acostumado às sensações fortes, passou a experimentar dificuldade para
adaptar-se às sutilezas da percepção psíquica, do que resultariam aquisições
relevantes promotoras de plenitude íntima e realização transcendente.
Tabulados, no entanto, programados por aferição externa de valores objetivos,
preocuparam-se pouco os encarregados da Educação em penetrar a problemática
intrínseca dos seres, a fim de, identificando as nascentes das inquietações no
espírito imortal, serem solvidos os efeitos danosos e atormentadores que se
exteriorizam como desespero e angústia. Estimulado pelo receio de enfrentar
dificuldades, ou motivado pela curiosidade decorrente da falta de madureza
emocional, inicia-se o homem no uso dos estimulantes—sempre de efeitos
tóxicos—, a que se entrega, inerme, deixando-se arrastar desde então, vencido e
desditoso. Não bastassem a leviandade e intemperança da maioria das vítimas
potenciais da toxicomania, grassam os traficantes inditosos que se encarregam
de arrebanhar catarmas que se lhes submetem ao comércio nefando, aumentando,
cada hora, os índices dos que sucumbem irrecuperáveis. A má Imprensa, orientada
quase sempre de maneira perturbante, por pessoas atormentadas, colocada para
esclarecer o problema, graças à falta de valor e de maior conhecimento da
questão por não se revestirem os seus responsáveis da necessária segurança
moral, tem contribuído mais para torná-lo natural do que para libertar os
escravizados que não são alcançados pelos "slogans" retumbantes,
porém vazios das mensagens, sem efeito positivo. O cinema, a televisão, o
periodismo dão destaque desnecessário às tragédias, aumentam a carga das
informações que chegam vorazes às mentes fracas, aparvalhando-as sem as
confortar, empurrando-as para as fugas espetaculares através de meandros dos
tóxicos e de processos outros dissolventes ora em voga. . . Líderes da
comunicação? ases da arte, da cultura, dos esportes não se pejam de revelar que
usam estimulantes que os sustentam no ápice da fama, e, quando sucumbem, em
estúpidas cenas de auto-destruição consciente ou inconsciente, são
transformados em modelos dignos de imitados, lançados como protótipos da nova
era, vendendo as imagens que enriquecem os que sobrevivem, de certo modo causadores
da sua desgraça... Não pequeno número, incapaz de prosseguir, apaga as luzes da
glória mentirosa nas furnas imundas para onde foge: presídios, manicômios,
sarjetas ali expiando, alucinado, a leviandade que o mortificou . . . As mentes
jovens despreparadas para as realidades da guerra que estruge em todo lugar,
nos países distantes e nas praias próximas, como nos intrincados domínios do
lar onde grassam a violência, o desrespeito, o desamor arrojam-se, voluptuosas,
insaciáveis, ao prazer fugidio, à dita de um minuto em detrimento, afirmam, da
angustiosa expectativa demorada de uma felicidade que talvez não fruam. . .
Fixando-se nas estruturas mui sutis do perispírito, em processo vigoroso, os
estupefacientes desagregam a personalidade, porquanto produzem na memória
anterior a liberação do subconsciente que invade a consciência atual com as
imagens torpes e deletérias das vidas pregressas, que a misericórdia da
reencarnação faz jazer adormecidas... De incursão em incursão no conturbado
mundo interior, desorganizam-se os comandos da consciência, arrojando o viciado
nos lôbregos alçapões da loucura que os absorve, desarticulando os centros do
equilíbrio, da saúde, da vontade, sem possibilidade reversiva, pela dependência
que o próprio organismo físico e mental passa a sofrer, irresistivelmente...
Faz-se a apologia de uns alucinógenos em detrimento de outros e explica-se que
povos primitivos de ontem e remanescentes de hoje utilizavam-se e usam alguns
vegetais portadores de estimulantes para experiências paranormais de incursão
no mundo espiritual, olvidando-se que o exercício psíquico pela concentração
consciente, meditação profunda e prece conduz a resultados superiores, sem as
conseqüências danosas dos recursos alucinatórios. A quase totalidade que busca
desenvolver a percepção extra-sensorial, através da usança do estupefaciente,
encontra em si mesmo o substractum do passado espiritual que se transforma em
fantasmas, cujas reminiscências assomam e persistem, passada a experiência,
impondo-se a pouco a pouco, colimando na desarmonização mental do neófito
irresponsável. Vale, ainda, recordar que, adversários desencarnados, que se
demoram à espreita das suas vítimas, utilizam-se dos sonhos e viagens para
surgirem na mente do viciado, no aspeto perverso em que se encontram, causando
pavor e fixando matrizes psíquicas para as futuras obsessões em que se
repletarão emocionalmente, famílias da infelicidade em que se transformam. A
educação moral à luz do Evangelho sem disfarces nem distorções; a
conscientização espiritual sem alardes; a liberdade e a orientação com bases na
responsabilidade; as disciplinas morais desde cedo; a vigilância carinhosa dos
pais e mestres cautelosos; a assistência social e médica em contribuição
fraternal constituem antídotos eficazes para o aberrante problema dos
tóxicos—auto-flagelo que a Humanidade está sofrendo, por haver trocado os
valores reais do amor e da verdade pelos comportamentos irrelevantes quão
insensatos da frivolidade. O problema, portanto, é de educação na família cristianizada,
na escola enobrecida, na comunidade honrada e não de repressão policial... Se
és jovem, não te iludas, contaminando-te, face ao pressuposto de que a cura se
dá facilmente. Se atravessas a idade adulta, não te concedas sonhos e vivências
que pertencem à infância já passada, ansiando por prazeres que terminam ante a
fugaz e enganosa durabilidade do corpo. Se és mestre, orienta com elevação
abordando a temática sem preconceito, mas com seriedade. Se és pai ou mãe não
penses que o teu lar estará poupado. Observa o comportamento dos filhos,
mantém-te, atento, cuida deles desde antes da ingerência e do comprometimento
nos embalos dos estupefacientes e alucinógenos, em cuja oportunidade podes
auxiliá-los e preservá-los. Se, porém, te surpreenderes com o drama que se
adentrou no lar, não fujas dele, procurando ignorá-lo em conivência de
ingenuidade, nem te rebeles, assumindo atitude hostil. Conversa, esclarece,
orienta e assiste os que se hajam tornado vitimas, procurando os recursos
competentes da Medicina como da Doutrina Espírita, a fim de conseguires a
reeducação e a felicidade daqueles que a Lei Divina te confiou para a tua e a
ventura deles. Do Livro: Após a Tempestade, psicografado por Divaldo Franco.